A paixão no divã

Olá, mulheres iluminadas! As reflexões que recebi de vocês a respeito do meu último texto me fizeram pensar muito. Parece que algumas de nós precisam somente de um empurrãozinho para se decidirem e irem à luta, seja com relação à sexualidade ou com a própria vida de um modo geral. Realmente fomos oprimidas por muitos anos e nossa hora é agora. O grito de liberdade então vai para todas nós, independente de auto-afirmações particulares: Amo ser mulher!

Com tanto amor para dar, vou falar um pouquinho sobre um sentimento que todas já devem ter sentido: a paixão. Aquele estado emocional em que não temos mais sono, fome ou querer. Imaginamos o objeto de nosso desejo em todos os segundos das nossas vidas, e que vidas são essas se não podemos ter quem desejamos? É assim que o ser apaixonado se sente. Como se não houvesse mais razão para existir, a paixão é quase como uma dor: dor na alma. Mas, o que o outro tem que nos faz sentirmos tão “enfeitiçados”?

Sim, porque parece um feitiço mesmo: é como se fechássemos os olhos e só víssemos a pessoa que desejamos na nossa frente. Essa pessoa não tem defeitos, é perfeita, tudo que ela representa a nós apaixonados é o que completa nossa existência. Do que vem essa completude? O que queremos? Podemos dizer que a paixão é uma fantasia, já que não temos a mínima ideia se a pessoa em questão é realmente tudo que imaginamos.

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Um comentário:

Zanete Marin disse...

O desejo de complemento acontece quando não estamos inteiros na vida. Já me apaixonei várias vezes. Que dor. Que sofrimento. Que agonia.Nós nos apixonamos quando transferimos para o outro o que nós devemos ser. A maturidade na alma traz a sabedoria que afasta as paixões sejam elas quais forem. Agora Amor é tudo de bom.